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Reler parece funcionar. Uma semana depois, sobram 4 ideias de cada 10.

Num estudo de 2006, quem releu um texto lembrava de 4 ideias em cada 10 uma semana depois. Quem fechou o texto e tentou lembrar ficou com quase 6. E quem releu achava que ia lembrar mais. A Nexus Academy faz produtos de estudo em cima de resultados assim.

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quem releuquem se testa e revisa (modelo)

Reler contra testar-se e revisar, ao longo de uma semanaQuem releu lembrava de 81% das ideias cinco minutos depois, 54% dois dias depois e 42% uma semana depois (Roediger e Karpicke, 2006). A linha colorida é um modelo de quem se testa e revisa nos dias 1 e 3, que termina a semana perto de 86%.0%25%50%75%100%01234567dias depois de estudartestar-se e revisarReleu: 81% após 5 minutosReleu: 54% após 2 dias54%Releu: 42% após 1 semana42%
Pontos: Roediger e Karpicke (2006). Linha colorida: modelo ilustrativo de quem se testa e revisa nos dias 1 e 3.

A curva do esquecimento

Depois de estudar, a lembrança cai rápido nas primeiras horas e depois desacelera. Ebbinghaus descreveu isso em 1885.

Os pontos mostram quem releu o texto: 81% cinco minutos depois, 54% em dois dias e 42% em uma semana.

quem releu

Fig. 1: quem releu o textoModelo da lembrança de quem releu, com três medidas de Roediger e Karpicke (2006): 81% após 5 minutos, 54% após 2 dias e 42% após 1 semana.0%25%50%75%100%01234567dias depois de estudarReleu: 81% após 5 minutosReleu: 54% após 2 diasReleu: 42% após 1 semana

Fig. 1 · Pontos: Roediger e Karpicke (2006). Linha: modelo ilustrativo.
Ver os números medidos

Experimento 1 de Roediger e Karpicke (2006): proporção das ideias do texto lembradas no teste final.

Quem releu, por tempo até o teste
Tempo até o testeQuem releu
5 minutos81%
2 dias54%
1 semana42%

Tentar lembrar fixa mais do que reler

Logo depois do estudo, reler ganha: 81% contra 75%. Uma semana depois, quem fechou o texto e tentou lembrar fica com 56%, contra 42% de quem releu.

Por isso reler parece funcionar: a vantagem dura só o dia do estudo.

quem se testouquem releu

Fig. 2: quem releu e quem se testouCinco minutos depois, quem releu lembra mais (81% contra 75%). Em 2 dias a ordem vira (54% contra 68%) e em 1 semana quem se testou lembra 56%, contra 42%.0%25%50%75%100%01234567dias depois de estudarTestou-se: 75% após 5 minutosTestou-se: 68% após 2 diasTestou-se: 56% após 1 semanaReleu: 81% após 5 minutosReleu: 54% após 2 diasReleu: 42% após 1 semana

Fig. 2 · Pontos: Roediger e Karpicke (2006), cheios para o grupo destacado. Linhas: modelo ilustrativo.
Ver os números medidos

Experimento 1 de Roediger e Karpicke (2006): proporção das ideias do texto lembradas no teste final.

Quem releu e quem se testou, por tempo até o teste
Tempo até o testeQuem releuQuem se testou
5 minutos81%75%
2 dias54%68%
1 semana42%56%

Revisar depois de um intervalo rende mais

Três revisões no mesmo dia ajudam pouco. As mesmas três, espalhadas pelos dias seguintes, seguram a lembrança por muito mais tempo. O resultado se repete nos experimentos reunidos por Cepeda e colegas (2006).

Numa revisão de dez técnicas de estudo (Dunlosky e colegas, 2013), só testar-se e espaçar tiveram nota alta. Reler e grifar ficaram com nota baixa.

Escolha um cenário e continue rolando.

Revisões

com revisõessem revisão

Fig. 3: três revisões no mesmo dia ou espalhadasModelo de quem se testa. Sem revisão, a lembrança chega perto de 50% no dia 30. Com três revisões no dia do estudo, perto de 67%. Com as mesmas três nos dias 1, 3 e 7, perto de 82%.0%25%50%75%100%0137142130dias depois de estudar

Fig. 3 · Modelo ilustrativo de quem se testa. Depois do dia 7 não há medida, só modelo.

No CNH Academy, isso roda todo dia

O app aplica essas curvas na prova teórica da CNH.

Tela inicial do CNH Academy com o Nexus Score, o Foco do Dia e a revisão do dia
Foco do Dia e revisão do dia: o que você errou volta na hora certa.
Diagnóstico de desempenho escrito pelo Mentor IA
Mentor IA: diagnóstico e próximo passo, no plano pago.
Arena de jogos do CNH Academy
Arena: jogos para testar o que você já sabe.

Mais três ideias que usamos

Misturar tipos de problema

Treinar um tipo de problema por vez parece render mais: 87% de acerto contra 43% na prática. Uma semana depois, no teste, quem misturou os tipos acertou 63%, e quem treinou em blocos, 20% (Rohrer e Taylor, 2007).

No CNH Academy, a prática misturada vem depois das trilhas.

Fig. 4: prática em blocos e prática misturada Na primeira sessão de prática, em blocos 87% e misturado 43%. No teste uma semana depois, em blocos 20% e misturado 63%. 87% 43% 20% 63% Na prática (1ª sessão) No teste, 1 semana depois
em blocosmisturado Fig. 4 · Rohrer e Taylor (2007), relatado em Rohrer (2012). Proporção de acertos.

Palavra e imagem

Palavra com imagem ensina mais do que palavra sozinha. A mesma informação em dois formatos ao mesmo tempo, como narrar um texto que já está na tela, atrapalha (Mayer, 2021). Cada etapa do estudo usa um formato.

Fig. 5: dois caminhos de entrada Palavras e imagens entram por caminhos diferentes e se juntam na memória de trabalho, que passa o que foi integrado para a memória de longo prazo. palavras imagens memória de trabalho longo prazo
Fig. 5 · Esquema a partir de Paivio (1986) e Mayer (2021).

Pouca coisa nova de cada vez

A memória de trabalho dá conta de poucos elementos novos por vez, e o excesso se perde (Sweller, 1988). Por isso o conteúdo vem em partes pequenas, do simples ao complexo.

Fig. 6: capacidade da memória de trabalho Uma caixa com poucos espaços ocupados; os elementos que chegam além da capacidade ficam de fora e se perdem. memória de trabalho fica de fora
Fig. 6 · Esquema a partir de Sweller (1988).

Pontos, ligas e sequências, com cuidado

Recompensa mal desenhada reduz o interesse de quem já gostava da atividade (Deci, 1971). A motivação dura quando a pessoa escolhe o que faz, vê que está progredindo e se sente parte de um grupo (Ryan e Deci, 2000).

No CNH Academy, a queda de liga só aparece para quem caiu, o Modo foco esconde o ranking e um dia sem estudar não quebra a sequência.

Feito para caber no dia

Um trecho de trilha leva poucos minutos no celular, em qualquer intervalo do dia.

Entregador sentado na moto parada na calçada de uma padaria, lendo no celular
Entre duas entregas.
Funcionária de mercado no intervalo do almoço, no estoque, com a marmita ao lado e o celular na mão
No almoço, no estoque do mercado.
Estudante sentada no metrô cheio, com fone de ouvido, lendo no celular
Na volta da faculdade.

Imagens ilustrativas.

O primeiro produto: CNH Academy

Prepara para a prova teórica da CNH. O método, dentro do app:

Testar-se
Questões, jogos e simulados no formato da prova oficial.
Espaçar
Questão errada volta em intervalos crescentes até ser acertada.
Misturar
O simulado misto abre depois da primeira trilha dominada.
Acompanhar
Foco do Dia recalculado todo dia. No plano pago, o Mentor IA faz um diagnóstico e sugere o próximo passo.
Jogo
Ligas semanais, queda de liga privada e Modo foco para quem não quer ver ranking.
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Referências

De onde vêm os números desta página.

  1. Roediger, H. L., & Karpicke, J. D. (2006). Test-enhanced learning: Taking memory tests improves long-term retention. Psychological Science, 17(3), 249-255. doi:10.1111/j.1467-9280.2006.01693.x
  2. Cepeda, N. J., Pashler, H., Vul, E., Wixted, J. T., & Rohrer, D. (2006). Distributed practice in verbal recall tasks: A review and quantitative synthesis. Psychological Bulletin, 132(3), 354-380. doi:10.1037/0033-2909.132.3.354
  3. Dunlosky, J., Rawson, K. A., Marsh, E. J., Nathan, M. J., & Willingham, D. T. (2013). Improving students' learning with effective learning techniques. Psychological Science in the Public Interest, 14(1), 4-58. doi:10.1177/1529100612453266
  4. Rohrer, D., & Taylor, K. (2007). The shuffling of mathematics problems improves learning. Instructional Science, 35(6), 481-498. doi:10.1007/s11251-007-9015-8
  5. Rohrer, D. (2012). Interleaving helps students distinguish among similar concepts. Educational Psychology Review, 24(3), 355-367. doi:10.1007/s10648-012-9201-3
  6. Paivio, A. (1986). Mental representations: A dual coding approach. Oxford University Press.
  7. Mayer, R. E. (2021). Multimedia learning (3ª ed.). Cambridge University Press. doi:10.1017/9781316941355
  8. Sweller, J. (1988). Cognitive load during problem solving: Effects on learning. Cognitive Science, 12(2), 257-285. doi:10.1207/s15516709cog1202_4
  9. Deci, E. L. (1971). Effects of externally mediated rewards on intrinsic motivation. Journal of Personality and Social Psychology, 18(1), 105-115. doi:10.1037/h0030644
  10. Ryan, R. M., & Deci, E. L. (2000). Self-determination theory and the facilitation of intrinsic motivation, social development, and well-being. American Psychologist, 55(1), 68-78. doi:10.1037/0003-066X.55.1.68
  11. Ebbinghaus, H. (1885). Über das Gedächtnis. Duncker & Humblot.
  12. Comenius, J. A. (1657). Didactica magna. Amsterdã.
  13. Gagné, R. M. (1965). The conditions of learning. Holt, Rinehart & Winston.

Os autores citados não têm relação com a Nexus Academy e não endossam nossos produtos.

Quem somos

A Nexus Academy é uma empresa brasileira que faz aplicativos de estudo para provas. O primeiro é o CNH Academy, para a prova teórica da CNH, disponível no Google Play.

Muita gente estuda relendo e deixando tudo para a véspera, que é justamente o que rende menos segundo os estudos desta página. Nossos apps já vêm organizados do outro jeito: fazem perguntas desde a primeira sessão, trazem de volta o que a pessoa errou e definem o foco de cada dia. Quem estuda só precisa abrir o app.

Antes de entrar no produto, cada recurso passa por um teste: ele ajuda a pessoa a lembrar por mais tempo ou só deixa o app mais chamativo? Se for só chamativo, fica de fora. A ordem do conteúdo, do simples ao complexo e em etapas curtas, segue Comenius (1657) e Gagné (1965).

Contato: suporte@cnhacademy.com.br